quarta-feira, 21 de março de 2007

summertime, time.

Engraçado quantas músicas, pinturas, filmes retratam a imensidão do tempo, e como o nosso dia gira em torno de míseras 24 horas contadas, e dentro de cada dia se espera mais tempo, para que se encontre tempo pro tempo.

Não temos noção.

Neste benefício que a vida nos propõe, poderíamos considerar as 5,6,8 horas de sono como horas de vida? Muitas pessoas não considerariam. Mas são horas essenciais quando se pensa nos 'minutinhos' a mais na cama, aquele segundo a mais debaixo do cobertor quando o outono aproxima-se de soslaio, com um tom bege escondido no verde.
Eu penso em 20 anos que foram contados em minha vida, por exemplo. Considerando a expectativa de vida, classe social, genética e agregados, posso concluir ingenuamente que estou a 3/4 da morte. ou sou um copo 1/4 cheio?
Aprendi que o tempo é mãe da vida, e não é a vida que fertiliza nossas vidas com o tempo. Pense: Obviamente sem vida não temos tempo, pois seríamos inexistentes. Porém é o Tempo e o Espaço que dão caminho à vida para que dentro desta façamos uso racional de um movimento de translação contando-o em 24 horas. Uma base sólida existencial e abstrata que gesta nossa existência, nossa vida útil, de outros seres vivos, e de outros objetos.
Com base em um universo que se expande (ou não) em um determinado tempo, vivemos.
De acordo com um determinado padrão, um método, um planeta, nação e sociedade, vivemos.
Neste tempo vivemos. E o que você andou desfrutando?

O verão ficou a um lado.

O verão, que deixa aquele gosto mórbido e nostálgico de suor, anestesia e gozo.
O sol vai-se esvaindo entre as nuvens, e o seu calor vai se esvaindo de nossas braços, e o calor some.
E o amarelo some, que vai se misturando mimoso entre o laranja, e o verão acaba.
Mas não se desespere.
Há tempo.

Um comentário:

Daniela Reyes disse...

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ai Franz.
fiquei biu , eu quero desfrutar :{