em movimento de ninar o próprio corpo, o aborto dizia:
"(...) Sem pernas, sem bunda, sem cu, sem costas, sem pescoço, sem cabeça nem rosto, sem pernas, sem bunda, sem cu, sem costas, sem pescoço, sem cabeça nem rosto..." (Sem autor, 2012)
O corpo girava em si,
desmantelado.
O livro lido era de outrem?
Não, não tem autor, senão a dor do Sonhador.
E o sonhador relembrava-se em si,
desmantelado.

