quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Intra.

Ser efêmero é ser para mim mesmo.
Quando em um feriado me dou conta
De mim, num vão.
Em um movimento esquizofrênico de não querer ser.

O tédio vai acabar com meus cigarros.
E com o pouco de inocência que sobra em minhas palavras.

É sistêmico.
Um falso diálogo em duas vias.
Que acaba junto com minha única vontade de não existir.

Cansei do demorar do livro de sempre.
Da monotonia da diversidade musical.
Meu tédio é a consciência mórbida de saber que não há mais cores a serem vistas.

E tudo acaba quando vejo no céu, que está a ponto de chover, uma sacola de supermercado voando alto na ventania.

Amarela.

O céu vai cair.

Catarse.
E eu vou finalmente me tornar anjo.