terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Desfecho do Cântico Onírico No 01

Na prosa de um sonho, num eterno retorno,
em movimento de ninar o próprio corpo, o aborto dizia:

"(...) Sem pernas, sem bunda, sem cu, sem costas, sem pescoço, sem cabeça nem rosto, sem pernas, sem bunda, sem cu, sem costas, sem pescoço, sem cabeça nem rosto..." (Sem autor, 2012)

O corpo girava em si,
desmantelado.

O livro lido era de outrem?
Não, não tem autor, senão a dor do Sonhador.

E o sonhador relembrava-se em si,
desmantelado.