domingo, 20 de setembro de 2009

"The moths beat themselves to death against the lights.
Adding their breeze to the summer nights.
Outside, water like air was great.
I didn't know what I had that day.
Walk a little farther to another plan.
You said that you did, but you didn't understand. "


The World At Large; Modest Mouse.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O pequeno conto de 3 minutos.

...cuidado onde pisa!
(...) Espere, não se aborreça!
Se te incomodei foi somente esta noite, pois vivi contigo durante sua vida inteira.

Olhe pra baixo, Gigante.

Vais precisar evocar maiores forças para desalojar-me daqui!
Eu que vivi durante meses entre seus dedos dos pés,
que escalei os seus braços a cada retorno.
Pedindo um olhar, pedindo socorro.

Deixe-me explicar, me dê 3 minutos: durante 22 anos me perdi além-alto mar!
Sim, vim de uma ilha distante, que após uma catástrofe se extinguiu.
Sobrevivi como pude,
um náufrago de mim mesmo,
porém jamais vil.

Trouxe como bagagem uma pequena trouxa com devaneios nublados persistentes,
envoltos em roupa suja, entre lenços umidecidos e uma velha escova de dentes.
Uma vez, enquanto estavas distraido, procurei guardar meus pertences em seu bolso esquerdo.
Na ânsia de hospedeiro, nem me dei com o furo que havia dentro.
Com minhas velhas roupas então, e habilidades de costureiro, fiz um remendo,
e nu lá permaneci, me aquecento com o calor de seu charuto e de seu melancólico alento.

Olhe seu tamanho.
Você é um mundo maior que eu!
Serias em minha aldeia uma divindade.
Não por ignorância ou medo da calamidade,
mas por sua elegância de majestade.

Sendo alto, belo e inteligente,
você é um mundo maior que eu.
Contudo, eu sou universo, a partícula,
então escute com atenção a pequena criatura que em teu corpo se acolheu.

Você é novo e inseguro,
Teimoso, com vícios e apreciador de um certo agouro.
Percorrendo seu vestuário, percebi que já passaram por aí outros hospedeiros,
mas fizeram em ti defeituosos remendos, disfarçados em falso ouro.

Percebi também que durante sua hibernação você se contorce, infeliz em seu leito.
Não percebias, mas tinhas dentro de ti um pequeno artesão,
que mesmo no aperto de seu corpo dormente, corrigia suas falhas, em vigilia, por gratidão.

(...) Observou o ajuste? Confie em mim, é de boa qualidade.
Em minha ilha nada mais fiz que trabalhar roupas de outrém,
As que visto são simplórias, prefiro ver os outros bem,
não me importando para o que está aquém.

Enfim, sinto muito pelo infortúnio, contudo pense nos benefícios de minha companhia.
Noto em seu olhar o medo de acordar e não me encontrar algum dia.
Feche seus olhos, sinta a sincronia de sua melodia com minha tentativa de poesia.
Não percebes nossa simbiose, o afeto e mútuo acolhimento?
Nunca me cansarei de seus vícios, mesmo se este for o sofrimento.

(Fecho os meus olhos)

(...) É quase tudo o que minha pequena mão consegue transcrever.
É quase nada do que minha pequena boca almejaria expressar.
Dê o próximo passo, amigo.
Mesmo esmagado na sola de seu pé, permeável, estarei para o infinito contigo.

(Sinto que vem em minha direção, me anuncia a intensidade do vento.
Não é pelo som de seus passos, ou o barulho de sua respiração ofegante, repleto de maldade.
Embora queira, nada posso ouvir. Soa alto em minha cabeça uma bela canção,
a Valsinha da Saudade.)

(...) FIM.



Dedicado a Gustavo Fujiwara.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

De vuelta a la Isla.

Vuelven los pajaros a sus pequeñas casas.
Vuelve el sol ocultarse en la montaña.
Vuelven los niños a suas calientes camas.
Entonces vuelvo a la isla hoy, y no mañana.

Vuelve el viejo cantor al silencio de la tierra.
Vuelvo despacio al mar de mis ojos, la misma cantalera.
Vuelve el viajero apacionado a la monocromia.
Tambien me voy yo, fracasado. Quien sabe vuelvo otro dia.

Me veo solo navegando en el anochecer,
no se sabe al cierto quando vuelvo.
La mala suerte fue mirar atrás, pues creo ver un hombre en la playa,
y por la infinita viaje me preguntaré si me quedria conocer.

domingo, 14 de junho de 2009

Alma Desnuda

"Alma que a ratos suelta mariposas
A campo abierto, sin fijar distancia,
Y les dice: libad sobre las cosas. "

- Alfonsina Storni

domingo, 10 de maio de 2009

I know you try.

I know that if I let you with no answer

you would cry.

I try too.

I try to see the way I love in you.

I look in your eyes, hold your hand

and in the end i feel that its true

.But my mind is a mess

.Specially when it comes to men.

But you are different,

so i hope you respect the things i said

the way i mean it.

My fears and angryness are lost in a silent hill.

And when i feel that im alone, it makes me ill.

two months ago i was happy there,

actually it was confortable,

cause no man wanted to deal with it, no one dare.

I want you to meet the best things in me

that old place is locked up, im becoming a foreign.

Its where you are that i want to be.

Forget my restless dreams, with the sound of your rain,

and forever, if you let me, in your arms remain.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O brigado - Leitura Desconexa.

Esta tarde acordei atônito, desperto pela calamidade onírica.
vou ao banheiro iluminado melancolicamente pelo Sol,
que atravessando a cortina azul, dá vazão ao meu rosto.
Está cansado, com o olhar depressivo, porém atordoado.

É minha projeção, sinto em mim.
Mas não me sinto.

Nele vejo a ausência de humor, a distanasia, a decepção do acordar.
Concordar com essa projeção é esquizoide, e dou um passo atrás. Ele também.
Nos observamos confusos, intermediados pelo espelho e pela luminosidade azulada.
Vejo que ele me assusta, me sinto no regresso.

Mas no meu racicínio percebo-o e aos poucos desvendo o seu suspense.
É insignificante, não é de nada. Não é de ninguem.
Ele se mostra mórbido, mas é existencia negada. Não me pertence.
Mora na dimensão dormente, e da dor mente.

De frente, nao me reconheço.
Tenho medo de voltar pra esse estágio,
o começo.

E entendo que foi ultimamente deixado de lado,
mas nao me envolva nisso, eu sou honrado.
Nossa simbiose foi superada.
Não me maltrate agora que sou pessoa amada.

Eu quero por favor que voce me esqueça.
Eu mereço sua reverência, não a sentença.
Olhe bem! Não quebro este vidro porque prometi que de minhas mãos não jorraria sangue novamente.

Por isso dou mais um passo atrás, decidido.
Não sei se amadureci ou esqueci,
contudo tenho uma nova mente.

Não suporto mais esta relação especular, fechei os olhos e você me agredeceu.
Respiro e digo: Obrigado eu.

Volto a minha cama para descansar.
Tenho sempre más recordações de meus sonhos, mas lá te reencontro.
Te perdoo, pois você pra mim é sagrado.
você é minha representação voluntária, o ator doado.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Metamorfose de Linguagem em linguagem.

A: Farei somente cantadas filosóficas a você.

S: prefiro a linguagem com cunho emocional, do que poético ou intelectual.

A: Mas elas contém tudo, reunido. O poético é emocional.

S: gosto quando as pessoas usam da poesia para descrever de forma mais clara aquilo que sentem, e não quando criam lindas metáforas que na verdade surgem como defesa psíquica. Você entende.

A: Realmente, não. Bom, então não mais farei poesias a você.

S: não é isso. é sua forma de demonstrar que gostas de mim. por exemplo, eu fico aqui acordado pra conversar com você. mesmo estando com sono.
e eu gosto de dormir.
e de estar só.

a: gostei.

S: tomara, porque odeio olheiras.